Geografia de livro é coisa do passado. No projeto Itaipu Natureza, nós criamos uma experiência onde você manda no mapa. Unimos uma maquete física em relevo com projeção mapeada dinâmica e uma interface touch.

O resultado? O usuário toca na tela e vê a vegetação crescer ou o clima mudar em tempo real sobre a escultura. O que fizemos nos bastidores: Mapeamento Milimétrico: Alinhamos cada pixel nas curvas do relevo (haja café para calibrar isso!). Interatividade Real: Programação de interface que traduz dados científicos em animações fluidas. Design de Experiência: Transformamos informação complexa em algo que até criança (e a gente) não quer parar de mexer. Uma instalação que respira tecnologia e coloca o ecossistema na ponta dos seus dedos. 💡

No começo de 2019, realizamos uma instalação interativa dentro do Shopping Cataratas, em Foz do Iguaçu, junto com os parceiros do Natureza em Foco à pedido do Parque Tecnológico Itaipu. Criamos animações sobre a mata atlântica e projetamos em uma maquete do estado do Paraná. 

Briefing

O pessoal do Natureza em Foco nos procurou, pois precisavam de soluções para uma parte específica de uma exposição que eles estavam montando, chamada Itaipu Natureza. O desafio era mostrar, de um jeito lúdico e didático, informações diversas sobre a mata atlântica e o Paraná, como clima, pluviosidade, desmatamento, espécimes, etc.

Junto com eles, chegamos na ideia de representar isso tudo em um mapa dinâmico, que reagisse às interações do público. Para isso, foi necessário criar e animar o conteúdo tendo em vista as dimensões da maquete.

A exposição ficou aberta por 6 meses e, por isso, nos foi pedido um suporte durante esse período. Sendo o projeto em outro estado, realizamos todas as atualizações remotamente.

Processo

A Maquete.

O primeiro passo foi criar o projeto da maquete. Todos haviam concordado em fazer ela explorando as curvas de nível, para deixar alguns conteúdos mais didáticos.

Como não era possível reproduzir em escala real o estado inteiro do Paraná, utilizamos apenas um recorte, partindo de um mapa de altura real do estado. Através desse mapa, conseguimos obter os níveis de altitude com precisão. Em seguida, fizemos uma síntese das curvas de nível e as separamos em lâminas distintas, para, em seguida, produzir cada uma delas separadamente em MDF. 

Todos os conteúdos foram criados e animados a partir das curvas de níveis geradas pelo mapa de altura.

O conteúdo

Com a referência da maquete pronta, agora era possível criar os conteúdos visuais. Como estávamos utilizando a técnica de projeção mapeada, o registro da maquete era muito importante para garantir o encaixe da projeção, uma vez que a produção da maquete foi terceirizada com uma empresa do Paraná – ou seja, só poderíamos fazer os testes finais poucos dias antes do início da exposição.

Além das animações, tivemos que criar também um conteúdo de apoio, que foi transmitido em uma tela próxima à maquete. Usamos ela como apoio, com informações adicionais para tornar a experiência mais didática.

O sistema

Em paralelo à criação do conteúdo, iniciamos a programação do sistema. Como o público da exposição era extremamente diverso, optamos por fazer um controle simples, intuitivo e enxuto, que permitiu ao visitante escolher o tema e o idioma do conteúdo na maquete.

Execução

Viajamos para Foz do Iguaçu três dias antes do evento para montar, testar e fazer ajustes finos, tanto na projeção como no sistema.

A maquete já estava montada e posicionada no local correto, mas um dos fornecedores havia instalado o projetor na posição errada, apesar de estar local certo. Então, antes de começarmos os testes tivemos que reinstalar o equipamento na posição correta para garantir o encaixe do conteúdo – ele foi instalado há quase 6 metros do chão e com a lente virada para baixo, com abertura suficiente para mapear a maquete inteira.

Outra complicação que tivemos nessa fase foi a alteração da posição da maquete após o mapeamento. É muito comum surgir a necessidade de mexer na estrutura após ter sido mapeada, porém é um mito achar que marcar a posição do objeto resolve o problema. Os projetores geralmente ficam distantes, então qualquer milímetro faz muita diferença. Sempre que for necessário mexer na estrutura após o mapping, garanta que haverá tempo para remapear e testar a projeção novamente.

Resultados

A maquete interativa foi muito elogiada pelo Diretor do Parque Tecnológico Itaipu Jorge Callado e o naturalista e presidente do Instituto Harpia de Pesquisa em História Natural, Professor João Galdino.

A equipe do Natureza em Foco também ficou extramamente satisfeita com o resultado:

“Os serviços foram prestados com absoluta competência e de forma muito profissional, não havendo nenhum fato que desabone sua conduta e responsabilidade em relação às tarefas e prazos assumidas, atingindo plenamente os objetivos de mapear e de automatizar conteúdos de vídeo em instalações para a exposição Itaipu Natureza.”

Assim como a exposição, a instalação também foi destaque em blogs e canais locais de notícia.

O maior trunfo desse projeto foi a maneira como foi conduzido: prazo curto para produção, fornecedores de outro estado e logística e transporte de equipamentos.

Você pode conferir um pouco do que foi a instalação interativa no nosso portfólio:

Se quiser saber mais sobre como foi a exposição, você pode conferir o review no canal oficial do Parque Tecnológico Itaipu:

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